Se é nosso, é único ∞

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 | 0 comments

 

Recordas-te daquela rapariga que aparentava ser forte, inquebrável, de feitio difícil, com uma personalidade fora do comum, que parecia ser insensível, muito sentimentalista, amável, e em algumas circunstancias divertida? Aquela que tu sempre tiveste ao teu lado, pois bem, pensavas saber tudo sobre ela, mas o que tu não sabias é que ela todos os dias se refugiava na nostalgia das das noites, que chorava por alguém que já não estava mais ali, alguém esse que partiu para ir ter com alguém. Ela, simplesmente, pensava em tudo o que tu lhe dizias e por mais que aparentasse não doer, todas as tuas palavras que lhe dizias, tocavam-a, tocavam no fundo do seu coração. Ela fingia nem sequer ouvir, ela fingia que já não doía mais, fingia que estava tudo bem, a realidade é que ela ouvia e guardava somente para si. Ouvia tudo e por mais que quisesse esquecer ou tentar nem lembrar ela não conseguia. Ela era um pouco daquilo que ouvia, que aparentava ser, era as lágrimas que nunca viste escorrer pelo seu rosto, era os sorrisos forçados da qual inúmeras vezes foste espectadora, era os gestos/ atitudes que fazia e tu não vias ou, simplesmente, ignoravas, era a paz, a companhia, o amor, era um tudo e um nada. Era aquilo que nunca viste nem nunca verás, era ela própria e por mais que a tentassem mudar ela seria, sempre, fiel a si mesma. Ela, somente, ia continua a ouvir e a guardar para si, ia continua a fingir ignorar, ia aprender a viver com isso e a mostrar-te que por mais que doe-se ela queria era estar ao teu lado. Hoje, ela cresceu, aprendeu que a vida nem sempre seria o que ela desejaria, aprendeu a  viver com tudo isso, mas longe coisa que lhe esta a custar tanto,  aprendeu que o seu lugar não era mais ai mas sim aqui, ela guardou tudo para ela mas sorriu. Aprendeu a perder, a deixar-te livre.  E, sabes, essa rapariga sou eu e cheguei mais forte e com vontade de vencer.


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